7 motivos e 7 soluções práticas para o “não gosto”


Quando uma criança diz que “não gosta” de comida, essa fala costuma estar relacionada a diferentes fatores do cotidiano. Entender esses contextos ajuda a tornar a alimentação mais tranquila e significativa.

1. Rotina alimentar pouco previsível

Quando os horários das refeições variam muito, o hábito alimentar pode não se consolidar.
Solução prática: manter horários semelhantes para refeições e lanches ajuda a criança a reconhecer o momento de comer com mais facilidade.

2. Participação limitada no processo alimentar

Quando a criança não participa das escolhas ou do preparo, o vínculo com a comida pode ser menor.
Solução prática: permitir que a criança participe de pequenas etapas, como escolher alimentos ou ajudar a montar o prato, favorece o envolvimento.

3. Refeições associadas a tensão

Situações de estresse durante as refeições podem interferir no interesse da criança pela comida.
Solução prática: criar um ambiente tranquilo, sem pressão ou discussões, contribui para uma experiência mais positiva.

4. Sensibilidade a texturas ou sabores

Algumas crianças apresentam maior sensibilidade sensorial ao experimentar certos alimentos.
Solução prática: variar a forma de preparo do mesmo alimento pode facilitar a aceitação.

5. Pouca familiaridade com novos alimentos

O contato inicial com alimentos diferentes pode gerar insegurança.
Solução prática: reapresentar o alimento em diferentes momentos, sem obrigatoriedade, ajuda a aumentar a familiaridade.

6. Associação da alimentação apenas à obrigação

Quando a alimentação é percebida apenas como uma exigência, o interesse tende a diminuir.
Solução prática: propor experiências lúdicas com alimentos fora do momento da refeição ajuda a construir uma relação mais leve.

7. Preferência por poucos alimentos

Algumas crianças passam por fases em que aceitam uma variedade menor de alimentos.
Solução prática: combinar alimentos já conhecidos com outros novos no mesmo prato pode estimular a experimentação com mais segurança.


Em síntese

Muitos comportamentos alimentares fazem parte do desenvolvimento infantil. Com tempo, consistência e acolhimento, é possível ampliar o repertório alimentar da criança. Estratégias como rotina, repetição, participação e um ambiente tranquilo são amplamente recomendadas por especialistas.


Fontes e referências

  • Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) – Manual de Orientação: Alimentação do Lactente, do Pré-escolar, do Escolar e do Adolescente
  • Ministério da SaúdeGuia Alimentar para a População Brasileira
  • Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO) – Orientações sobre comportamento alimentar infantil
  • American Academy of Pediatrics (AAP) – Guidelines on picky eating and child nutrition
  • NHS – National Health Service (Reino Unido) – Picky eating and feeding difficulties in children

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